Introdução

A povoação de Santo Varão está localizada no vale do Baixo-Mondego, concretamente junto à margem esquerda/sul do Rio Mondego.

Com cerca de 1500 habitantes (incluindo os lugares de Santo Varão e Formoselha), constitui uma das 14 freguesias do Concelho de Montemor-o-Velho. Pertence ao distrito de Coimbra (Beira Litoral). O padroeiro da paróquia é S. Martinho, mas outrora terá sido de invocação a S. Verão. Foi Curato e mais tarde Vigaria. Atualmente, faz parte da Diocese de Coimbra e do Arciprestado de Coimbra.

As primeiras referências a Santo Varão aparecem a partir da fundação da nacionalidade, visto que este local foi escolhido por D. Afonso Henriques e por D. Sancho I (seu filho) para a criação de piaras para reprodução. De D. Manuel recebe, em 1503, uma carta de privilégios. Na condição de couto do Bispo de Coimbra, adquire também o direito a possuir juiz ordinário com jurisdição sobre os crimes civis. Os juízes, procuradores, administradores e vereadores eram nomeados pelo Juízo Corregedor de Coimbra. A supervisão régia estava confiada aos capitães nomeados pelo reino. No foral manuelino outorgado a Montemor-o-Velho em 20 de Agosto de 1516, a localidade vem referida como “Sanverão”. No Livro de “Fazendas e Rendas”, datado de 4 de Agosto de 1550, o topónimo regista-se sob a forma de “São Verão”.

Chegou a ser sede de concelho, extinto em 27 de Dezembro de 1853, dele fazendo parte as freguesias de Pereira, Santo Varão, Alfarelos, Granja do Ulmeiro e Figueiró do Campo.

Em Santo Varão existiu ainda o título de Viscondessa de Santo Varão, atribuído por Decreto de 18 de Janeiro de 1871 a D. Emília Cândida Alves Ribeiro, viúva do desembargador e cavaleiro professo da ordem de Cristo, Faustino Ferreira de Noronha Oliveira e Saro (falecido em 5 de Setembro de 1843), e neto do Desembargador Manuel Ferreira de Oliveira.

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