Monumentos

Igreja Matriz
Nela podemos encontrar vários estilos arquitetónicos. O retábulo principal é em madeira e talha dourada com duas colunas e arcos torcidos enrolados de pâmpanos do fim do séc. XVII. Fresco do padroeiro S. Martinho, obra do pintor de Coimbra Saúl de Almeida. Pia batismal octógona do séc. XVI e janela do coro alto do séc. XVIII. Destacam-se as imagens de Santa Luzia (manuelina), Nossa Senhora com o Menino (gótica, do séc. XV) e Senhora da Soledade. Capela particular, da Casa de Maiorca, datada de 1637. Relógio mecano-carrilhão instalado na torre. Vasto espólio de arte sacra, constituído por um conjunto de estolas e paramentos religiosos, vários artefactos em ouro e prata renascentista e posterior, entre eles uma cruz de prata que bianualmente era utilizada na procissão da Rainha Santa em Coimbra. Em 2003 a Igreja sofreu obras de beneficiação. Estas obras consistiram na remoção total do telhado, onde posteriormente foi aplicada uma estrutura isolante seguida de novas telhas.

Capela de Nossa Senhora do Amparo
Localiza-se nos montes de Santo Varão, mais propriamente no Casal das Machadas. Foi edificada nos finais do séc. XVI ou princípios do séc. XVII por António Fernandes, mas foi sofrendo várias remodelações ao longo dos anos. Em meados do séc. XVIII a capela entra em ruína e o Desembargador Dr. Manuel Ferreira de Oliveira (com casas e fazendas no couto de S. Verão) solicita licença para a sua reconstrução e ornamentação. A licença é concedida a 2 de Dezembro de 1756. No interior, para além do Altar-Mor com os nichos das esculturas de Santo António, São João Baptista, imagem moderna da Nossa Senhora do Amparo, S. Sebastião (vazio) e S. Benedito (vazio), podemos encontrar um jazigo de família em campa rasa de pedra mármore rosa com a seguinte inscrição: “O Desembargador Manuel Ferreira de Oliveira, instituidor desta capela, faleceu em 1784. E seu neto o Desembargador Faustino Ferreira de Noronha Oliveira e Saro nasceu em 1780 e faleceu aos 4 de Setembro de 1843. Mandou fazer esta lápide sua esposa Emília Cândida Alves Ribeiro de Noronha. Em testemunha da sua constante saudade.”

Capela de Nossa Senhora da Tocha
O morgadio desta capela foi instituída em 1661 por Francisco Jorge Floreado e sua mulher Brites Aires. Possui um altar de madeira do séc. XVII e um retábulo em pedra de Ançã da escola de João de Ruão. A Assembleia da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, em reunião efectuada a 27 de Abril de 1990, aprovou por unanimidade a sua classificação como imóvel de interesse concelhio. Apesar de, há pouco tempo, os seus actuais proprietários terem realizado obras de beneficiação do telhado e das paredes, as portas e o retábulo ainda se encontram em péssimo estado de conservação.

Vila Noronha
Construída no século XVIII para residência do senhor Desembargador Dr. Manuel Ferreira de Oliveira, é atualmente propriedade dos Senhores Luís Oliveira e João Martins. O Desembargador era natural da Vila de Punhete, bispado da Guarda (atualmente Vila Nova de Constância, bispado de Castelo Branco). Casou a 20 de Setembro de 1739 com D. Marianna Thereza de Noronha, filha do Capitão Manoel Dias da Costa, natural do Couto de S. Verão.

Solar dos Rangéis (Quinta dos Floreados)
Em 1730, este solar foi destruído por um incêndio quando o seu morgado Braz Rangel de Lima e família, Margarida Aguiar – esposa e Bernardo Rangel de Sá e Calixto Rangel Pereira de Sá – filhos, assistiam em Coimbra a um auto de fé. No seu lugar foi no séc. XVIII reerguido um palácio que mais tarde veio a pertencer à Casa de Maiorca, mas que entrou em completa em ruína.
Após ter permanecido em ruínas por muitos anos, foi recentemente adquirido por um particular, o qual o submeteu a uma parcial recuperação, Em 2008, esta obra recebeu um prémio municipal de recuperação do património de Montemor-o-Velho. O prémio, instituído desde 2004, distingue a relevância da obra para a recuperação do património edificado do Concelho e a utilização de boas práticas de alteração ou conservação das edificações, numa ótica de recuperação.
O Júri, constituído por 11 elementos representantes de diversas entidades, reconheceu a obra “por considerar que se trata de uma intervenção relevante no âmbito de uma zona antiga, que adtou técnicas e saberes construtivos tradicionais e criou condições para a fixação de novos habitantes”. Referencia também “uma utilização criteriosa dos elementos pré-existentes, integrando-se no conjunto, distinguindo as partes originais das partes novas, assumindo claramente uma rotura entre o contemporâneo e o pré-existente, conseguindo uma cuidada relação com a paisagem envolvente.”.

“Celeiro Amarelo”
O Celeiro (anexo ao “Solar dos Rangéis” – Quinta dos Floreados) foi construído para guardar os cereais cultivados pelos proprietários da quinta e pensa-se que terá também servido de prisão enquanto Santo Varão foi sede de concelho. É ainda propriedade dos descendentes dos seus fundadores. Foi recuperado em 2010.

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