Feira de S.Martinho, molhada mas animada…

Tal como foi amplamente divulgado,realizou-se nos dias 10 e 11 de Novembro a tradicional Feira de S. Martinho, em Santo Varão. Desta feita, o S. Pedro, zangado com o S. Martinho, não ajudou à festa e, como tal, as condições climatéricas deste fim de semana não foram benéficas para o evento. Apesar de tudo e, com toda a dose de resiliência possível, a feira cumpriu os seus objetivos, já que a população e forasteiros compareceram de bom grado, fizeram as suas compras e animaram o recinto.

     

Noutra vertente, o almoço convívio foi bem sucedido, já que cerca de 100 convivas encheram por completo as salas, gentilmente cedidas para o efeito, pela direção do Centro Social Paroquial de Santo Varão.

Também a tasquinha, a cargo da Comissão de Festas de N.S. Amparo, recebeu a visita de muitos comensais que, ao longo dos dias, degustaram os saborosos petiscos que aí se encontravam.

    

Mais de lamentar foi a destruição das tendas causada pelo forte vento que se fez sentir na noite de 6ª feira.

Uma palavra de reconhecimento às instituições locais e à artesã Rute Moreira pois,  mesmo com as condicionantes climatéricas, marcaram presença e contribuíram para a dinamização da feira.

Em jeito de rescaldo podemos, contudo, fazer um balanço positivo da mesma, formulando votos para que, para o ano, o S. Pedro faça as pazes com o S. Martinho !.

11 de Novembro, dia de S. Martinho e/ou de Santo Varão?

Aproxima-se o dia 11 de Novembro que é tido pela Igreja Católica como o dia de S. Martinho.

É este santo, há muitos anos a esta parte, considerado como o orago de Santo Varão. No entanto, nem sempre foi assim. De facto, no Inquérito paroquial de 1721, pode ler-se haver na Igreja Matriz de Santo Varão ” a imagem do Bem Aventurado Sam Varam tida e havida por milagrosa pelos muitos milagres que obra em Coimbra Tentugal e muitas outras mais terras vezinhas”. Porém, não há qualquer referência  a  S. Martinho,enquanto patrono.

Também  o Inquérito Paroquial de 1758 refere ser seu orago “O glorioso Bispo São Verão, cujo feliz tranzito se festeja nesta Igreja no seu dia de onze de Novembro“. Continua a não haver referência a S.Martinho.
Também Pinho Leal, na sua obra “Portugal Antigo e Moderno”, em 1878, se refere aquele orago.

Então, em dia de feira/convívio por que não homenagear Santo Varão?

                             a do Sam Varam a que aludem os documentos

 

 

Comissão de Festas N.S.Amparo

A tasquinha da Srª Amparo

Integrada na Feira de S.Martinho, em Santo Varão, irá funcionar durante toda a duração da mesma,( 10 e 11 de Novembro) uma tasquinha a cargo da comissão de festas.

Os petiscos são convidativos, pelo que não será tempo perdido ir visitá-la..Vamos lá dar uma força!

Nela poderão saborear:

Leitão e respetivos miúdos                            petinga frita

pataniscas                                                      sopa à lavrador

rissóis                                                            dobrada

bifanas                                                         favas

pipis                                                             vinho, água pé e jeropiga

café

Feira/ Convívio de S.Martinho

É já nos próximos dias 10 e 11 de Novembro que se vai realizar a tradicional feira de S. Martinho, em Santo Varão. Nela poderão ser encontrados produtos locais e regionais, que vão desde as hortícolas aos doces e bebidas, assim como stands cativantes a cargo das associações e artesãos locais

Durante o período de duração da feira, funcionará a habitual tasquinha, a cargo da Comissão de Festas de N. S. Amparo, com petiscos de fazer crescer água na boca…

A culminar este evento, haverá no dia 11, pelas 13h, junto ao adro da Igreja Matriz, o almoço/convívio que, esperemos ser tão concorrido como nos anteriores anos. Desta feita, o conhecido arroz de pato à S. Martinho fará as honras da casa…

Tudo motivos para que nos façam uma visita…

IV Mostra Etnográfica “Fátima Verão”

Tendo como pano de fundo o rio Mondego, nosso património natural, foi com muito agrado que se assistiu, no passado sábado, dia 29, a mais uma mostra etnográfica do rancho folclórico do CBM, desta feita inserida nas comemorações concelhias do Ano Europeu do Património Cultural. De acordo com o proposto pela Câmara Municipal, pretendeu-se, desta forma, recriar uma marca identitária do papel desempenhado pelo Mondego nesta zona ribeirinha e na vida da população local. Foram vários os cenários ensaiados, com especial destaque para a lavagem da roupa, a apanha do torrão e o remendar das redes, que fizeram as delícias de todos os que acorreram ao bico da vala para assistir.

Está, pois, de parabéns o rfcbm pela atuação com que nos presenteou.

 

 

Ano Europeu do Património Cultural

Terminaram ontem, no concelho de Montemor-o-Velho, as Jornadas culturais inseridas nas comemorações do Ano Europeu do Património Cultural. Como foi divulgado, a Liga de Amigos de Santo Varão participou neste evento com uma exposição sobre o património local, com a qual pretendeu sensibilizar a população para a importância e necessidade de preservação do mesmo. Este objetivo levou-nos a  recordar as tradicionais técnicas agrícolas, onde se destacaram a charrua e o semeador manuais. Revisitámos o velho rio Mondego, no qual o barco de transporte ou de pesca era o rei e onde as mulheres davam cor à sua roupa!l. Também invocámos as memórias ligadas a este espaço, onde funcionou durante bastantes décadas a  escola primária, frequentada por muitos dos habitantes de Santo Varão : a velha carteira, os manuais, as sacolas, a lousa, o ponteiro….Por último, a ocupação dos tempos livres, que levava muitas mulheres a apurar os seus dotes no tocante às rendas e bordados… Enfim, toda uma panóplia de objetos de valor incalculável e que determinam a nossa identidade.

A todos os que nos ajudaram a concretizar este projeto o nosso reconhecimento.

Coimbra tem mais encanto…

Foi com este ícone da canção coimbrã, A Balada do Sexto Ano Médico, que terminou a noite de fados que teve lugar no largo da Senhora da Tocha, em Santo Varão, promovida pela Comissão de Festas da Senhora do Amparo.

Serão bastante agradável, com a assistência a colaborar com os fadistas que  nos mimaram com um reportório muito vasto e diversificado. A completar a noite, um excelente trio de música ligeira, sob a direção do maestro Sílvio Rajado, que acompanhou a jovem santovaronense, Inês Rodrigues,

A Comissão de festas está, pois, de parabéns.

Exposição ” Em defesa do património local”

Tal como já foi divulgado, no âmbito das Comemorações do Ano Europeu do Património Cultural 2018, às quais todas as freguesias do concelho de Montemor-o-Velho aderiram, a Liga de Amigos de Santo Varão vai realizar uma exposição que, não só evoca o património cultural local, como pretende sensibilizar toda a população para o interesse na salvaguarda do mesmo.

Esta exposição, constituída por peças consideradas patrimoniais/locais, vai estar patente ao público nos dias 29 e 30 de Setembro próximo no Centro Cultural de Santo Varão e conta com o apoio da Junta de Freguesia local.

Noite de Fados – Santo Varão em festa…

É já no próximo dia 22 de Setembro que a comissão de Festas de N. Senhora do Amparo 2019 leva a efeito uma noite de animação, com destaque para os fados de Coimbra, com o grupo “Cancioneiro de Coimbra” e cujo cenário irá ser  a capela de N. Senhora da Tocha. Ao longo da tarde e noite o ambiente será também acompanhado pelos tradicionais petiscos caseiros da região.

Vamos, pois, comparecer!

A velha Escola Primária

Quando por esse Portugal fora muitas povoações não tinham acesso a qualquer tipo de ensino primário (ou se o tinham este funcionava em instalações provisórias e pouco consistentes), já Santo Varão possuía uma escola primária, em edifício próprio. A sua fundação data de 1930, como o comprova a placa que ainda hoje se pode ver no mesmo edifício. Curioso é que, sendo a maior parte destes edifícios obra do estado Novo e do conhecido Plano dos Centenários, levado a cabo entre 1941 e 1960, em plena ditadura salazarista, esta pequena aldeia já tivesse sido contemplada com esta construção, ainda que provavelmente melhorada ao longo dos anos 40.
Na memória de todos aqueles que aprenderam a ler e a escrever surgem, por vezes, algumas imagens da sua vida, enquanto estudantes, nomeadamente a escola primária, a imagem do professor, do livro, do caderno… Sendo um espaço de sólida aprendizagem e camaradagem, quantos de nós não passaram por ela, aí construindo as primeiras amizades que, nalguns casos, ficaram para a vida toda! Razão suficiente pela qual aqui a recordamos.
Com a construção de um novo edifício, foi esta desativada em 1988, tendo  cumprido as funções para as quais foi criada durante uns longos sessenta e oito anos.

Tendo posteriormente funcionado durante algum tempo como centro social para idosos, pretendeu a autarquia devolver à comunidade a utilização do imóvel para outros fins e colocá-la preferencialmente ao serviço do associativismo local, transformando-a naquilo que é atualmente: um pequeno Centro Cultural.
Tendo-se iniciado as obras de requalificação em 2012 e, após algumas operações cirúrgicas e de cosmética, a velha escola primária, transformada então em Centro Cultural, graças ao empenho do então edil montemorense, Dr Luís Leal, foi então inaugurada no dia 25 de Abril de 2013.
O património local ficou, pois, mais enriquecido.