Rescaldo da Feira de S. Martinho

Decorreu em ambiente calmo e tranquilo,, no passado fim de semana, a tradicional feira de S. Martinho, padroeiro da freguesia de Santo Varão.

Os produtos expostos convidavam à visita, razão pela qual, alguns deles esgotaram logo na manhã de sábado.

Também a tasquinha da comissão de festas da Senhora do Amparo esteve sempre concorrida, ao cheiro do apetecível bacalhau assado ou do leitão regional.

O almoço/convívio foi o momento alto de domingo, onde se conviveu e se juntaram amigos e visitantes.

Encerrou a feira o sorteio de um bem recheado cabaz de Natal, que por coincidência ficou na aldeia.

A todos os colaboradores que de forma desinteressada deram o seu apoio, bem como ao tecido associativo local que emprestou o seu colorido à feira, o nosso agradecimento. A todos os que nos visitaram, bem hajam e voltem sempre.

Até 2023!

 

Feira de S. Martinho

À semelhança dos demais anos, vai ter lugar no próximo fim de semana, dias 12 e 13 de Novembro, a tradicional feira de S. Martinho, no Centro Beira Mondego, em Santo Varão .

Nela, os nossos visitantes poderão encontrar grande variedade de produtos locais/regionais, desde os célebres queijos do Rabaçal , jeropiga e aguardente caseiras, hortícolas frescas, fruta variada, até aos enchidos locais e doçaria regional. Poderá ainda deliciar-se com o famoso arroz doce local feito na hora.

No domingo haverá lugar para o almoço/convívio, onde não faltará uma sopa de legumes , um lombo assado com batatas a murro e migas e uma sobremesa composta do arroz doce feito na hora ou uma saborosa salada de frutas.

Tudo excelentes propostas para uma visita a esta aldeia, situada no coração do Baixo Mondego,

Apareça e não se arrependerá.

25º Aniversário do Rancho Folclórico do CBM

 

Tiveram lugar no passado domingo, dia 30 de Outubro, as comemorações do 25º aniversário do Rancho Folclórico do CBM, numa cerimónia a que estiveram presentes  não só um representante da Câmara Municipal de Montemor- o- Velho e todo o elenco da Junta de Freguesia de Santo Varão, como também representantes do tecido associativo da freguesia.

A anteceder a cerimónia, teve lugar um almoço de confraternização, encerrando a sessão a atuação do rancho anfitrião a que se seguiram o rancho folclórico da Carapinheira e o rancho típico de Esposade.

Parabéns ao RFCBM pelo trabalho desempenhado ao longo destes 25 anos em prol da cultura popular/local, da sua preservação e divulgação da nossa memória coletva.

Dia do Sócio

Decorreu, ontem, na Mata da Tapada, o almoço/convívio da Liga de Amigos de Santo Varão com o S. Pedro a ajudar, uma vez que a brisa que se fazia sentir proporcionou uma temperatura amena.

Uma rica e variada ementa, a que não faltaram, para além do estipulado, umas espetaculares pataniscas, uma excelente salada russa acompanhada de uns saborosos pastéis de bacalhau, um apetitoso pão recheado, bola de carne, pizza e muito mais iguarias, prenderam os convivas em são convívio que se prolongou pela tarde adentro. E tudo graças à generosidade dos participantes que fizeram questão de “requintar” o repasto.

A Mata, com os seus seculares plátanos, é um sítio fantástico para estas atividades. Pena é que as entidades competentes se demitam de salvaguardar a limpeza da vala, espelho de água atrativo para quem aí quisesse usufruir das suas múltiplas funcionalidades. Aqui deixamos um alerta nomeadamente `à APA ou a quem possa e deva estabelecer o contacto com este organismo.

A todos os amigos que se dispuseram a  aderir ao nosso convite, um muito obrigada. Para o ano haverá mais, certamente!

Rota das Capelas – Senhora da Tocha

Situada no meio da povoação, trata-se de uma pequena capela que foi mandada erigir no ano de 1661 por um particular, junto ao seu solar. Deste acontecimento nos dá conta uma inscrição gravada entre as volutas adossadas no frontão da porta principal, assim como uma inscrição no seu interior. Nela se pode ler: «Esta Santa Capela de N. S. da Tocha mandou fazer Fº Jorge Floreado e sua mulher Brites Aires toda à sua custa…»
De pequenas dimensões, nela se encontra um altar com uma mesa em madeira e um retábulo construído em pedra de Ançã, da Renascença tardia, provavelmente da escola de João de Ruão.
O nicho principal, que alberga a imagem da Senhora da Tocha, de dimensões apreciáveis e ao estilo maneirista, é ladeado por duas colunas caneladas com capitéis coríntios. A ornamentação deste retábulo é composta por frontões triangulares e baixos-relevos com motivos geométricos vegetalistas e figurativos.

Por sua vez os nichos laterais, de dimensões mais reduzidas, albergavam pequenas imagens de pedra, de S. Francisco e S. Lourenço. Do lado esquerdo do altar-mor uma porta dá acesso ao antigo solar, já inexistente. Esta família dos Floreados aparece ligada por laços de casamento e possivelmente familiares à dos Saros, uma vez que uma filha de Manuel Gonçalves Floreado, Maria de Aguiar, casa em 1621, com Cristóvão Fernandes Saro.

A Assembleia da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, em reunião efetuada a 27 de Abril de 1990, aprovou por unanimidade a sua classificação como imóvel de interesse concelhio. Atualmente foi adquirida, conjuntamente com o solar dos Rangéis, dos meados do século XVIII, por particulares que procederam a obras de restauro.

Tal como as outras capelas da aldeia, constata-se ter servido de panteão familiar. Dos vários descendentes do casal de fundadores, quase todos ingressados na carreira religiosa, o registo de óbito de 1717, de uma das filhas, Teresa Pimentel, dá-a como sepultada na capela, o mesmo acontecendo com uma sobrinha desta, Luísa Pimentel, herdeira da capela por morte de sua tia, sem descendência, cuja certidão de óbito data de 1761.

Será um filho desta herdeira, Suplício José Pimentel, que herdará esta capela, onde casará com Mariana Josefa da Silva e Sequeira, de Ansião, em 1756. Morre prematuramente, deixando apenas um filho, residente em Ansião, o qual certamente se terá desfeito, não só da capela, como do solar, pois nos inícios do século XIX já ela aparece na posse dos Rangéis.

Igreja Matriz

Por mero acaso, veio-nos parar à mão este documento, relativo à Igreja Matriz de Santo Varão, o qual não deixa de ser curioso, atendendo ao estado de degradação do exterior da mesma.

Portaria n.º 1500, autorizando a Confraria do Santíssimo da freguesia de Santo Varão, concelho de Montemor-o-Velho, a vender duas inscrições e aplicar o respectivo produto nas obras de reparação de que carece a igreja matriz da referida freguesia.

Publicação: Diário do Govêrno n.º 195/1918, Série I de 1918-09-09

Talvez que, tal como os nossos antepassados fizeram, fosse tempo de toda a comunidade unir esforços para “lavar a cara” à nossa Igreja Matriz, que bem necessitada está!…

Rota das Capelas – Saros / Rangéis

Esta capela, de feição marcadamente renascentista, apresenta um retábulo, em pedra trabalhada, encimado por uma singela decoração com volutas, ladeadas por cabeças de anjos. composto por três nichos rematados por arcos de volta perfeita onde se encontram as imagens de Nossa Senhora com o Menino e de Santa Luzia, também elas renascentistas. O altar de madeira encontra-se relativamente bem conservado.  Nele teria tido lugar de destaque a imagem de S. Cristóvão, a quem foi dedicada esta capela, mas da qual se perdeu o rasto.

No arco de entrada está inscrita a data de 1667, data da sua possível reconstrução, visto que esta deverá ter sido mandada construir provavelmente ainda em finais do século XVI. A alusão à sua construção por Cristóvão Saro e sua mulher Maria de Aguiar não estará correcta, por quanto à data do enlace matrimonial destes, em 1621, já aquela existia.

É precisamente de 13/07/1618, o registo de óbito de Felipa Mateus, irmã de Cristóvão Fernandes, possivelmente o fundador da mesma, a qual aí foi sepultada. O mesmo aconteceu com Cristóvão Fernandes Saro, filho daquele, cujo registo de óbito de 27/11/1643 refere ter sido sepultado “na sua capella de Sam Cristovam que tem nesta igreja”, bem como sua filha, Maria de Aguiar, cujo registo de óbito data de 16/01/1666.
Conhecida por capela de S.Cristóvão, dos Saros ou dos Rangéis, terá possivelmente sido construída para servir de panteão familiar.

Já no séc. XVIII foi seu administrador Calisto Rangel Pereira de Sá, fidalgo da Casa de Sua Magestade Fidelissima “, com foro de fidalgo cavaleiro da Ordem de Cristo, em alvará de 7/8/1707. Trata-se de uma administração hereditária na medida em que este é neto de Margarida de Aguiar, descendente dos Saros e casada com Braz Rangel. Faleceu em 1763, encontrando-se sepultado na referida capela, assim como sua mulher, falecida em 1797. O mesmo veio a suceder a seus filhos, Bernardo Rangel Pereira de Sá, fidalgo Cavaleiro, falecido em 1826, Caetana Rangel Pereira de Sá, casada com Luís Vaz da Cunha, da Casa de Maiorca, falecida em 1823, e Leonor, falecida em 1836.

VI Festival Gastronómico do Baixo Mondego

Após uma interrupção motivada pela situação pandémica que atravessámos, voltou à freguesia de Santo Varão mais um certame gastronómico, inserido na Feira da freguesia.
Vão marcar presença as várias associações locais onde os visitantes podem encontrar produtos locais/regionais, sendo que  o ponto alto será a gastronomia local, com variadíssimas iguarias, onde se destaca o já célebre arroz de cabidela e o conhecido arroz doce local. Para os apreciadores de enguia é só fazer marcação…
Apareçam e não se vão arrepender!

 

Festas em honra da Senhora do Amparo

Reatando uma tradição secular, interrompida pela onda pandémica, durante dois anos, tiveram lugar as festividades em honra de Nossa senhora do Amparo, as quais terminaram ontem, dia 19 de Abril.

Desta vez a cargo de uma comissão, constituída por um grupo de gente jovem, o que é de aplaudir, numa época em que os jovens (salvo raras excepções) se desligam destes eventos de cariz mais religioso.

O ponto alto desta festa foi atingido com a procissão das velas, que conduziu a imagem de Nossa senhora da sua capelinha até à igreja Matriz, no decurso da qual foi lançado um aparatoso fogo de artifício.

Os festejos terminaram com a habitual missa campal, à qual se seguiram as não menos tradicionais merendas no pinhal e uma descontraída garraiada.

Aos jovens festeiros os nossos parabéns e à comissão para 2023 votos de muito sucesso.

Que a tradição se mantenha e com ela a identidade de todos os santovaronenses residentes ou ausentes.

A Liga de Amigos de Santo Varão