Evocação

No recolhimento do nosso lar e em espírito, celebremos a festa da Senhora do Amparo, recordando a origem deste culto mariano.

Documentos coevos assinalam ser a capela de Nossa Senhora do Amparo, situada no então Casal das Machadas, desta freguesia, de época bastante recuada. A data da sua construção não é precisa, mas com toda a certeza é anterior a 1619. Nesse mesmo ano foi sepultada “Maria, filha de António Fernandes dentro da hermida de N.S.ª do Amparo, junto com sua may “, o que nos leva a corroborar essa mesma afirmação. O registo de óbito do citado António Fernandes, de 26/09/1623, di-Io morador no Casal da Machada e sepultado “dentro da hermida de Nossa Sª do mesmo cazal que elle mandou fazer“, pelo que não restam dúvidas ter sido ele o seu fundador. A tradição oral vai mais longe ao associá-la ao cumprimento de uma promessa de alguém que, em pleno oceano, confrontado com o perigo de um naufrágio, ter prometido erigir uma capelinha, sob a invocação de N. S. do Amparo, caso se salvasse de semelhante tormenta.  A âncora, que a Virgem ostenta numa mão que significado terá? Terá alguma relação com esta “lenda”?
Mais tarde, a necessitar já de reparações, serão os herdeiros deste que a isso são obrigados visto “q. herão senhores das d.propriedades” onde aquela fora construída.
Posteriormente, face ao estado de ruína em que se encontrava, Francisco Coelho da Cunha, residente na quinta do matoutinho e possivelmente na pertença já desta área, manda-a reformar de ” ornamentos e altar por estar vertendo agoa e cheia de raizes q. se achavão desfazendo… ”
Assim remodelada, viria uma vez mais a entrar em ruína passados alguns anos.
Em 8 de Junho de 1754 dá entrada no Cartório da Câmara Eclesiástica uma nova petição, apresentada pelo Desembargador Manuel Ferreira de Oliveira, “provedor da Camara de Leyria com casa e fazendas no couto de S. Verão“, para mandar fazê-la ” a fundamentis” pelo ” risco que lhe parecer mais decente. ”
A razão invocada é, não só a grande devoção que tinha à dita Senhora, como também o facto de ela estar situada em duas propriedades e olivais que lhe pertenciam à data e que estavam obrigados aos reparos daquela.

E assim permaneceria na posse dos seus herdeiros que, já no século passado, a doariam à Igreja Matriz. De referir que a actual imagem veio substituir a primitiva, de pequenas dimensões, ainda que muito mais valiosa, por decisão da então proprietária.

Alice, O Musical, no CBM / Santo Varão

Nenhuma descrição de foto disponível.Uma vez mais, o Centro Beira Mondego vai servir de palco cénico a mais um espectáculo musical, adaptação das mais conhecidas obras de Lewis Carrol que celebram 155 anos: “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas” e “Alice do outro Lado do espelho”.

No dizer dos elementos do grupo cénico ADN DE Palco, responsável pelo espectáculo, ” Entre aventuras e desventuras neste universo inesperado, onde não há limites entre o sonho e a realidade, Alice relembra o valor da amizade, reflete sobre o tempo certo ou incerto das coisas da vida e aprende que para chegar ao impossível, basta acreditar que é possível.”

” Alice – O Musical é uma alucinante viagem, por um mundo nada óbvio, em que a imaginação e o real combinam-se de maneira única e inesquecível!”

A representação contará com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, o que será certamente uma mais valia a ter em conta.

Ao Portal de Santo Varão apraz registar o valor cultural desta iniciativa que conta com a colaboração do Centro Beira Mondego, instituição quase centenária que sempre pugnou por esta modalidade.

Parabéns  às duas instituições, esperando que o salão se torne pequeno para um público interessado neste tipo de eventos.

Feira S. Martinho, mais um sucesso

 

A imagem pode conter: fruta e comidaApesar do S. Pedro não ter ajudado à festa, foi num ambiente acolhedor e familiar que decorreu a tradicional feira de S. Martinho. À semelhança dos anos anteriores, apenas com a mudança de cenário, os santovaronenses e amigos honraram-nos com a sua presença, assim como uma representação da Junta de Freguesia e Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

Agradecemos o apoio do associativismo local e em particular o nosso reconhecimento ao Centro Beira Mondego pela prontidão com que respondeu ao nosso apelo para a cedência das suas instalações.
À população e amigos que nos apoiaram com os seus donativos e compras, o nosso agradecimento.

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Feira de S. Martinho 2019

Mês de Novembro, castanhas, vinho e S. Martinho!

É neste cenário que irá decorrer a tradicional feira de S. Martinho, nos dias 9 e 10 de Novembro próximo, em Santo Varão, organizada pela Liga de Amigos de Santo Varão.
Nela poderão os visitantes encontrar todo o género de artigos locais e regionais, incluindo os doces tradicionais, castanhas, nozes, jeropiga caseira e licores.
Os stands, a cargo das associações locais, também merecerão uma visita.
Também a Comissão da Festa de N. S. Amparo marcará presença com a tradicional tasquinha de comes e bebes, com uma ementa vasta, diversificada e apelativa.
O almoço/convívio de domingo, dia 10, contará com a presença dos santovaronenses e amigos que habitualmente nos visitam e que certamente não ficarão dececionados com o repasto a cargo dos já conhecidos e meritórios cozinheiros locais.
E, se mais razões não houvesse, certamente que estas não deixam de ser apelativas.
Assim o S. Martinho se entenda com o S. Pedro….

V Mostra Etnográfica Fátima Verão

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No próximo dia 27 de Outubro, pelas 15h30m, no Centro Beira Mondego, em Santo Varão, terá lugar mais um evento organizado pelo rancho folclórico local – V Mostra Etnográfica Fátima Verão.

Guardião e divulgador do património material e imaterial de Santo Varão, este grupo folclórico e etnográfico tem-se vindo a impor no universo nacional do folclore, contando já com atuações além fronteiras.

Será, pois, uma tarde enriquecedora para todos os amantes desta modalidade, pelo que se recomenda uma deslocação até cá, com a certeza de que não se arrependerão.

Ao RFCBM votos de uma boa exibição por parte deste Portal.

Santo Varão/Arraial Solidário de S. Pedro

A origem das festas em honra dos santos populares remonta aos primórdios da Humanidade e ao paganismo quando se celebrava o solstício de verão, altura em que o sol atingia o seu ponto mais alto do ano, sendo visto também como a celebração da fertilidade da terra.

A igreja católica, constatando a força dessas festas junto do povo, procurou com sucesso  – nomeadamente em Portugal – ligá-las aos seus mais importantes santos, o que desde logo foi bem aceite em populações predominantemente católicas.

Durante estas festas têm lugar de destaque as marchas populares, associadas à festa das Maias e, que por serem consideradas pagãs, foram proibidas por D. João I, ainda no século XIV, mas sem um êxito.

Entretanto, durante as invasões napoleónicas, implantou-se o costume de dançar ao som das marchas militares, tal como faziam os franceses, marchando alegremente com tochas acesas na mão. Às iluminárias foram associados os balões de papel e o fogo-de-artifício, costumes importados do contacto com a China e que eram já comuns nas feiras e arraiais de então.

Santo Varão não foge à regra e este ano, na noite de 29 de Junho, haverá lugar a um arraial de S. Pedro, no adro da igreja, com uma marcha das mulheres e outra das crianças, cujo sucesso estará garantido à partida.

Convidamos, pois, toda a população e amigos a estarem presentes, até porque os petiscos são convidativos, a começar pela sardinha assada…

Ementa:

1ºFestival da Lampreia e do Galo, no CBM

Após o êxito que foi o Festival da Lampreia de Montemor-o-Velho, o Centro Beira Mondego aposta na modalidade, criando, na sua sede, em Santo Varão, o I Festival da Lampreia e do Galo, nos próximos dias 6 e 7 de Abril.
Aqui fica, pois, o convite para se deslocarem a esta simpática aldeia, no coração do Baixo Mondego, onde podem saborear estas iguarias. Para os menos apreciadores, haverá alternativas que certamente serão do agrado geral. Apareçam!

Centro Beira Mondego em movimento…

Uma vez mais, o grupo de teatro residente em Santo Varão, ADN de Palco, atraíu a esta localidade pequenos e graúdos com mais duas sessões de teatro musical.

Esta atividade cultural, que está a dar nas vistas, foi alvo de notícia por parte do Município de Montemor-o-Velho, pelo que aqui deixamos o testemunho.

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Município de Montemor o Velho
No dia 17 de fevereiro, o teatro musical tomou conta do Centro Beira Mondego (CBM), em Santo Varão. Pela mão da companhia ADN de Palco, as sessões d’O Principezinho e de Pluft – o Fantasminha, encantaram pequenos e graúdos.
Teresa Roxo e Filipe Lima, fundadores de uma das mais recentes companhias de teatro da região – a ADN de Palco, estiveram à conversa com a adjunta do Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, tendo aproveitado o momento para recordar alguns dos projetos já realizados e para desvendar as próximas iniciativas.
“Atualmente a nossa residência, fruto de uma parceria com o CBM, é aqui em Santo Varão. Como temos a intenção de preparar um espetáculo que integre língua gestual portuguesa, vamos realizar uma aula iniciação no dia 2 de março, às 11h, no CBM. Em março, vamos estar também no Festival do Arroz e da Lampreia para desvendar um pouco do nosso próximo espetáculo musical, a Menina do Mar”, esclareceu Teresa Roxo.
Na ocasião, Delmina Leitão, ao desejar “os maiores sucessos” os jovens atores e aos seus projetos, saudou também “o dinamismo do CBM e a sua capacidade de continuar a ser um exemplo de promoção da cultura e da arte”.
Durante a tarde e com encenação de Diogo Carvalho, Teresa Roxo, Filipe Lima, Joana Biscaia, Catarina Abreu e Dinis Ludgero conduziram o público, com muita música e animação, numa tocante aventura cheia de peripécias, emoção e humor.”

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Festival das Sopas do RFCBM : Mais um êxito

O céu invernoso, nublado e a ameaçar chuva, não dissuadiu alguns santovaronenses e muitos forasteiros de se deslocarem ao Centro Beira Mondego para saborearem uma quantidade apreciável e apelativa das tradicionais sopas da região, complementadas por um vasto leque de petiscos e doces regionais.

Com um salão a abarrotar de gente, o evento decorreu num clima de ameno convívio e confraternização, como vem sendo habitual na nossa aldeia.

Foi mais um Festival das Sopas; o VII Festival.

Cumpriu-se a tradição.