Tempestade “Leslie” em Santo Varão

Abrimos uma galeria de fotografias no Portal para evidenciar a violência com que esta tempestade também se fez sentir em Santo Varão e aludir aos momentos de aflição que todos os habitantes vivenciaram na madrugada do dia 14 de outubro de 2018.

A passagem da tempestade Leslie pelo território português provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1900 ocorrências comunicadas à Protecção Civil. O distrito de Coimbra foi o mais afectado. A Figueira da Foz foi particularmente atingida, com avultados prejuízos materiais, nomeadamente em carros, habitações e estabelecimentos comerciais. O IPMA indicou que os cerca de 176 Km/h de uma rajada de vento na Figueira da Foz foi o valor até agora mais elevado registado em Portugal. (Fonte: Jornal Público).

IV Mostra Etnográfica “Fátima Verão”

Tendo como pano de fundo o rio Mondego, nosso património natural, foi com muito agrado que se assistiu, no passado sábado, dia 29, a mais uma mostra etnográfica do rancho folclórico do CBM, desta feita inserida nas comemorações concelhias do Ano Europeu do Património Cultural. De acordo com o proposto pela Câmara Municipal, pretendeu-se, desta forma, recriar uma marca identitária do papel desempenhado pelo Mondego nesta zona ribeirinha e na vida da população local. Foram vários os cenários ensaiados, com especial destaque para a lavagem da roupa, a apanha do torrão e o remendar das redes, que fizeram as delícias de todos os que acorreram ao bico da vala para assistir.

Está, pois, de parabéns o rfcbm pela atuação com que nos presenteou.

 

 

Ano Europeu do Património Cultural

Terminaram ontem, no concelho de Montemor-o-Velho, as Jornadas culturais inseridas nas comemorações do Ano Europeu do Património Cultural. Como foi divulgado, a Liga de Amigos de Santo Varão participou neste evento com uma exposição sobre o património local, com a qual pretendeu sensibilizar a população para a importância e necessidade de preservação do mesmo. Este objetivo levou-nos a  recordar as tradicionais técnicas agrícolas, onde se destacaram a charrua e o semeador manuais. Revisitámos o velho rio Mondego, no qual o barco de transporte ou de pesca era o rei e onde as mulheres davam cor à sua roupa!l. Também invocámos as memórias ligadas a este espaço, onde funcionou durante bastantes décadas a  escola primária, frequentada por muitos dos habitantes de Santo Varão : a velha carteira, os manuais, as sacolas, a lousa, o ponteiro….Por último, a ocupação dos tempos livres, que levava muitas mulheres a apurar os seus dotes no tocante às rendas e bordados… Enfim, toda uma panóplia de objetos de valor incalculável e que determinam a nossa identidade.

A todos os que nos ajudaram a concretizar este projeto o nosso reconhecimento.

Coimbra tem mais encanto…

Foi com este ícone da canção coimbrã, A Balada do Sexto Ano Médico, que terminou a noite de fados que teve lugar no largo da Senhora da Tocha, em Santo Varão, promovida pela Comissão de Festas da Senhora do Amparo.

Serão bastante agradável, com a assistência a colaborar com os fadistas que  nos mimaram com um reportório muito vasto e diversificado. A completar a noite, um excelente trio de música ligeira, sob a direção do maestro Sílvio Rajado, que acompanhou a jovem santovaronense, Inês Rodrigues,

A Comissão de festas está, pois, de parabéns.

“Pluft, o Fantasminha”, no Centro Beira Mondego

No dia 23 de Setembro, o Centro Beira Mondego foi o palco da estreia da peça de teatro “Pluft, o Fantasminha“, uma grande produção infanto-juvenil que pode ser assistida por todos os públicos.
Esta peça foi produzida a partir da obra de Maria Clara Machado. Teve adaptação de Ana Camacho e foi encenada por Diogo Carvalho. O elenco esteve composto pelos atores Filipa Lima, Teresa Roxo, Alice Santos, Joana Biscaia e Dinis Ludgero.

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Noite de Fados – Santo Varão em festa…

É já no próximo dia 22 de Setembro que a comissão de Festas de N. Senhora do Amparo 2019 leva a efeito uma noite de animação, com destaque para os fados de Coimbra, com o grupo “Cancioneiro de Coimbra” e cujo cenário irá ser  a capela de N. Senhora da Tocha. Ao longo da tarde e noite o ambiente será também acompanhado pelos tradicionais petiscos caseiros da região.

Vamos, pois, comparecer!

A velha Escola Primária

Quando por esse Portugal fora muitas povoações não tinham acesso a qualquer tipo de ensino primário (ou se o tinham este funcionava em instalações provisórias e pouco consistentes), já Santo Varão possuía uma escola primária, em edifício próprio. A sua fundação data de 1930, como o comprova a placa que ainda hoje se pode ver no mesmo edifício. Curioso é que, sendo a maior parte destes edifícios obra do estado Novo e do conhecido Plano dos Centenários, levado a cabo entre 1941 e 1960, em plena ditadura salazarista, esta pequena aldeia já tivesse sido contemplada com esta construção, ainda que provavelmente melhorada ao longo dos anos 40.
Na memória de todos aqueles que aprenderam a ler e a escrever surgem, por vezes, algumas imagens da sua vida, enquanto estudantes, nomeadamente a escola primária, a imagem do professor, do livro, do caderno… Sendo um espaço de sólida aprendizagem e camaradagem, quantos de nós não passaram por ela, aí construindo as primeiras amizades que, nalguns casos, ficaram para a vida toda! Razão suficiente pela qual aqui a recordamos.
Com a construção de um novo edifício, foi esta desativada em 1988, tendo  cumprido as funções para as quais foi criada durante uns longos sessenta e oito anos.

Tendo posteriormente funcionado durante algum tempo como centro social para idosos, pretendeu a autarquia devolver à comunidade a utilização do imóvel para outros fins e colocá-la preferencialmente ao serviço do associativismo local, transformando-a naquilo que é atualmente: um pequeno Centro Cultural.
Tendo-se iniciado as obras de requalificação em 2012 e, após algumas operações cirúrgicas e de cosmética, a velha escola primária, transformada então em Centro Cultural, graças ao empenho do então edil montemorense, Dr Luís Leal, foi então inaugurada no dia 25 de Abril de 2013.
O património local ficou, pois, mais enriquecido.

A tradição que se mantem

cruzeiros1Revivendo alguns rituais de cariz tradicional, reminiscências de culturas pagãs, uma vez mais aconteceu história em Santo Varão, graças ao espírito dinâmico do Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego, apostado em não deixar esfumar-se no tempo algumas das tradições herdadas dos seus antepassados.
E, assim, da noite para o dia, floriram os cruzeiros desta localidade, numa simbiose de cores e odores, que engalanaram as principais ruas.
As origens desta tradição procuram-na alguns etnólogos num festival pagão, romano, de seu nome Florália, em honra da deusa Flora, deusa das flores, relacionado com o início da Primavera e da fertilidade dos campos e que tinha lugar entre o final do mês de Abril e o dia 3 de Maio. Posteriormente, o Cristianismo adotou-o, dando-lhe uma feição religiosa, institucionalizando o dia 3 de Maio como o dia da Bela Cruz, numa clara alusão ao triunfo de Cristo sobre a morte na cruz.
Uma outra especulação encontra a suas origens em Valpurgis, celebrado no norte da Europa, em que se festejava o fim das noites longas de inverno e a chegada de um novo ciclo agrário, através de arranjos florais que tinham o condão de afastar os maus espíritos que pairavam no ar.
Sejam quais forem as origens, o certo é que a tradição nesta aldeia mantem-se viva.
Está de parabéns o Rancho Folclórico de CBM.

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