Dia das Bruxas no CBM

O Musical “PLUFT O FANTASMINHA” é a proposta da ADN de Palco para festejar o Dia das Bruxas – Halloween. ADN de Palco é a companhia de teatro profissional residente no Centro Beira Mondego (CBM), em Santo Varão.
O espetáculo realiza-se no dia 30 de outubro pelas 21:00 horas, no CBM. Pode reservar o seu bilhete através do número 910031365. Os espetadores estão convidados a assistir disfarçados a rigor!

No tempo das “pasteleiras”

Preservar e reviver usos, costumes e tradições locais são um dos objetivos que presidiram à criação da Liga de Amigos de Santo Varão. Assim, ao longo de cerca de 20 anos de longevidade muitas têm sido as atividades realizadas com esta finalidade.

Uma delas foi a recriação do uso de um transporte muito usado pela população nas suas deslocações aos arredores ou até mesmo à sede de concelho – Montemor-o-Velho, as denominadas “pasteleiras”, símbolo de uma época e que as gerações recentes na sua maioria desconhecem.

 O seu nome  deriva da expressão “andar a pastelar”, ou seja, andar devagar, andar a fazer tempo. São bicicletas pesadas, robustas, confortáveis e que utilizam uma transmissão de três velocidades.

A História de um país, de uma região, de uma qualquer localidade de maior ou menor dimensão, faz-se de marcas identitárias, materiais ou imateriais, que foram sendo criadas por personagens que aí nasceram, viveram e marcaram a sua presença. Daí que sem essa identidade modeladora não pode haver História.

São, pois, algumas dessas marcas registadoras das tradições de Santo Varão que aqui recordamos.

OZ – O musical, no CBM

Depois de um interregno forçado, é com muita satisfação que anunciamos o regresso aos palcos da Companhia de Teatro ADN de Palco. É já nos dias 9 e 10 de outubro que esta Companhia vai estrear a obra “OZ – O musical” no Centro Beira Mondego de Santo Varão.

Trata-se de um musical infantil que nos transporta para um mundo de magia e fantasia, mas cada espetáculo desta Companhia é acessível a todo o tipo de público e faixas etárias ao revelar a importância de muitos valores pessoais, familiares e sociais.

Desde março de 2020 que esta Companhia não estreava uma obra nem pisava os palcos. Esta inatividade foi devida, como todos sabemos, ao cancelamento massivo de eventos motivada pela crise pandémica que assolou o nosso país e todo o mundo. Felizmente que as salas de espetáculos podem voltar a abrir e, mesmo cumprindo com algumas medidas de segurança, os produtores culturais podem agora apresentar as suas produções.

Persistência de Memórias

Desde a sua fundação, muitas têm sido as atividades desenvolvidas pela Liga de Amigos de Santo Varão com vista à defesa e preservação da identidade desta aldeia e das suas gentes.
Ainda que a persistência da pandemia nos obrigasse a uma paragem, ficam, contudo, as memórias de outros anos e de rostos, uns que já partiram do nosso convívio e outros a quem a vida ainda os presenteia.
Porém, em qualquer dos casos, a memória persiste através desta recolha de fotografias:

Sede incubadora da ADN de Palco

Com o consentimento da “Adn de Palco”, apresentamos a sublime e afetiva mensagem que este grupo dedica ao Centro Beira Mondego e à sua Direção, após três anos de parceria com esta coletividade de Santo Varão.
O Portal de Santo Varão regozija-se por esta frutífera colaboração e faz votos para que possamos continuar a desfrutar, por muitos e bons anos, das excelentes produções teatrais desta companhia profissional de teatro.

« Hoje falamos daquela que é a ”nossa” casa. A sede e incubadora da ADN de Palco: Centro Beira Mondego, em Santo Varão.
Gostaríamos de fazer um agradecimento muito especial por comemorarmos 3 anos desta parceria incrível! Como passaram a voar!
Neste edifício, já estreamos 3 das nossas 4 produções e, muito em breve, celebraremos mais uma estreia com OZ – O musical.
Não pisamos este palco desde dia 9 de Março de 2020 com a estreia de Alice – O musical, devido a toda a situação que o mundo e a Cultura têm vivido nos últimos tempos.
Estamos de volta! E desta vez a sonhar em GRANDE!
Entramos nesta “casa”, perdidos, sem saber muito bem o que ia ser dali para a frente. A D. Rosa Simões e o Sr. António Queijo, confiaram em nós desde o início, acreditaram neste projeto e mantêm-se de mãos dadas connosco até à data, juntando-se também o Sr. Hermínio e os restantes elementos do Rancho de Santo Varão. Tem sido uma aventura incrível! Esperemos comemorar por muitos e longos anos esta parceria e levar o nome do CBM mais longe para que todos possam conhecer este edifício, as suas gentes, atividades e o enorme e incrível palco revelado pelas gigantes cortinas vermelhas que nos escondem, nervosos, enquanto vocês ocupam toda a sala. 🎭
Por falar em palco! A direção do Centro Beira Mondego organizou obras no palco e estamos muito contentes e gratos por nos oferecerem sempre o melhor para que nos sintamos em casa, confortáveis e fazer com que os nossos espetáculos ofereçam a melhor qualidade possível a todos nós/vós.
CBM, em nome de toda a equipa da ADN de Palco, muito obrigado! »

Recordações

É com imenso prazer e simultâneo orgulho que a Liga de Amigos de Santo Varão, passados que são dezanove anos, vai recordar, hoje, às 21h30m, ainda que virtualmente, a peça “Álbum de Recordações”.

Fruto da imaginação de alguns e do trabalho e empenho de muitos, este “Álbum de Recordações ” traduziu-se num espectáculo através do qual se pretendeu homenagear a terra que nos viu nascer e crescer e, simultaneamente, prestar homenagem a todos os antigos amadores, nossos conterrâneos, muitos deles já desaparecidos e que muito contribuíram para o progresso cultural desta aldeia.

A peça, de fundo histórico, com base no acervo documental possível, foi construída sobre factos, costumes e ambiências vincadamente locais, aos quais não faltou uma pequena dose de fantasia.

E é precisamente a velha aldeia de Santo Varão, outrora couto de Sam Veram e mais remotamente o lugar de Cervela que, ao longo da peça vai narrando e recordando a sua história.

Espectáculo de luz e som, só possível graças ao entusiasmo, dedicação e colaboração de cerca de cinquenta pessoas que, vencendo fadigas, aturaram ensaios, montaram cenários, afinaram luz e som, fizeram arranjos musicais, trataram do guarda roupa…

Não foi tarefa fácil….

Muitos foram os escolhos que encontrámos pelo caminho.

Muitas foram as horas gastas, muitas foram as barreiras vencidas.

Valeu a pena?

Os aplausos do público que encheu literalmente o CBM fizeram-nos crer que sim…

E como diria o nosso poeta

“Deus quer, (quis) o homem sonha (sonhou) e a obra nasce (nasceu)”…

link : https://youtu.be/0hOBgQd8pqw

Capela da Senhora do Amparo /Salvaguarda

 É este o aspecto da capela da Senhora do Amparo, após um aturado trabalho de limpeza.

Envolta num verdadeiro matagal, a imagem dum templo ao abandono confrangia todos os devotos que por ali passavam. A solidariedade ao redor do dinamismo do nosso conterrâneo, Tonito Ferreira de Oliveira, despoletou todo um arregaçar de mangas de um grupo que, em pouco tempo, devolveu a esta capela e à área circundante um aspecto digno de qualquer local sagrado.

Parabéns por tão meritório trabalho!

Em defesa do património

Se a pandemia que vivemos tem paralisado um grande número de colectividades, com destaque especial para as de cariz cultural, o mesmo não acontece com o Rancho Folclórico de Centro Beira Mondego que tem vindo a realizar um trabalho valioso em termos de preservação dos usos, costumes e tradições, os quais se têm vindo a perder ao longo dos anos.
Destaca-se, desta vez, a recriação da Romaria à Senhora da Saúde, da autoria do coordenador do rancho, Pedro Santos.


“Senhora da Saúde – Belide”, 5 de Agosto de 1908

A Encarnação e a Conceição irmãs, ambas ergueram-se cedo, mais cedo que o habitual. Hoje não foram ganhar o dia fora mas também não fizeram folguedo.
O pai, pequeno lavrador, disse-lhes no domingo último:
– Pois ó cachopas quarta-feira é a Sra das Neves, que vocês deste tempo prantaram o nome de Sra da Saúde. Se vocês que são as mais velhas quiserem ir eu não vos retiro. Mas também não vou com vocês. Mas não vão logo de manhã, vão só depois pra tarde.
– Pois sim Sr meu pai! Vamos pois e temos cautela. Ajuntamo-nos às outras que lá andam e vimos todas juntas.
– Pois! Mas também não é pra virem a altas horas da noute. Vocês tenham respeito.
– Sim senhora! A gente porta-se bem, com as primeiras a tornar a gente vem também.
Pois hoje, já ataram, carregaram e botaram na choupana no sarrado uma carrada de ponta de milho da terra dos serrados loureiros e á tapada foram buscar dois valentes feixes de erva p’rás vacas terem pasto. Encheram as pias com água fresca acartada da fonte do povo de mergulho.
Já bem trabalhadas, fizeram os cerca de oito quilómetros pelo calor com as chinelas na mão para as pouparem. Calhou bem, que assim os touros estavam à sesta no Rio Mondego e assim o monte está livre. E mais á vontade foram.
Chegaram era hora da sesta e o povo começava a juntar-se para assistir aos ofícios da Festa e ao Sermão, a igreja é pequena e elas já estavam com ela fisgada.
Com uns Reis que levavam, foram ver dos melões. “Ora vir à Sra da Saúde e não comer um melão. Assim será! Miséria a nossa…”
O povo estava calmo, pouco pó na rua, o calor era tanto, nem uma brisa, só algum alarido das mães com os anjinhos, seus filhos prometidos de anjos na procissão da Senhora. Birras e cansaço das crianças….. Compraram o melão e voltaram para trás ali perto do Pinheiro Manso, antes das Palmeiras do lagar.
Longe da confusão do Povo e das moscas dos gado. Os gandarezes trouxeram as éguas enfeitadas, as carroças dos burros, mulas e vacas engalanadas com colchas de seda.
Assim retiradas comeram o melão na sombra da oliveira ainda fizeram uma sesta e foram assistir à procissão desejosas que o toque se junte após a recolha da procissão e haja uma pandega, um baile… Que elas não vão voltar logo com os primeiros.
Trabalho há todos os dias, agora Sra da Saúde é uma vez no ano. Este ano foi assim, para o ano não sabem se podem tornar.”
Este ano, 2020 nada pode haver e a tradição já não é igual, os hábitos são outros.
Mas assim como a Conceição e a Encarnação foram muitas e muitos noutros tempos. No tempo em que o mundo girava ao jeito do Calendário Agrícola e do Calendário Litúrgico.
Fica desta forma a nossa lembrança a este dia.”

Abertura Concurso exploração Bar do CBM

Barc CBM ABERTURA DE CONCURSO PÚBLICO PARA CESSÃO DE EXPLORAÇÃO DA CAFETARIA/BAR INTEGRADA NO ESPAÇO “CENTRO BEIRA MONDEGO” EM SANTO VARÃO

Rosa Maria Pacheco Simões, Presidente do Centro Beira Mondego, torna público a todos os interessados, que por deliberação tomada em reunião de 28/08/2020 da Direção, se encontra aberto um período para entrega de Propostas pelo prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data da publicação do presente AVISO, com vista à adjudicação da cessão de exploração do espaço CAFETARIA/BAR INTEGRADA integrado no edifício “CENTRO BEIRA MONDEGO”, sito na Estrada Nacional 341, nº 108 – 3140-391 SANTO VARÃO.

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