RFPtv no Encontro de “Cantares ao Menino”

RFPtv, o Canal tv Digital do Folclore de Portugal publicou uma vasta reportagem sobre o Encontro de “Cantares ao Menino”, organizado no dia 11 de janeiro pelo Rancho Folclórico de Santo Varão. “O Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego continua a ser um pilar fundamental na dinamização cultural de Montemor-o-Velho, promovendo eventos que salvaguardam a identidade do Baixo Mondego.”

Mais informação em:
https://www.facebook.com/RFPtvcanaltvdigital

Cantares ao Menino na Igreja Matriz de Santo Varão

Ontem, 11 de janeiro, a Igreja Matriz de Santo Varão voltou a encher‑se de tradição e partilha com os Cantares ao Menino. A atuação do Grupo Folclórico de Redinha, grupo convidado pelo Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego, trouxe ainda mais brilho a esta tarde especial.

No final, a comunidade reuniu‑se num lanche típico, com café, broas doces, filhoses, coscorões e bolo‑rei, celebrando a convivência que dá vida às nossas tradições.

 A nossa Freguesia continua a mostrar que a força da comunidade se constrói na partilha e na celebração conjunta.

 

Cantares ao Menino

No coração de Santo Varão, os cantares tradicionais voltam a ecoar com ternura. O Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego (Montemor-o-Velho) e o Rancho Folclórico de Redinha (Pombal) unem vozes e memórias para celebrar o Menino, num encontro que honra as raízes e aquece a alma.

Venha partilhar connosco esta tarde de cultura, fé e tradição. Traga a sua presença, o seu aplauso e o seu coração aberto — porque cada canto é também um abraço à nossa história comum.

 Igreja Matriz de Santo Varão
 11 de janeiro |  15h30

XXIV FESTIVAL DE FOLCLORE DE SANTO VARÃO

🎉 XXIV FESTIVAL DE FOLCLORE DE SANTO VARÃO – “Três to puseram, três to hão de tirar” – um dizer que ecoa a sabedoria popular, om a presença de grupos folclóricos de várias regiões do país.

“Durante séculos, o povo português encontrou na fé, nas rezas e nos gestos simples o alívio para os males do corpo e da alma. Quando os recursos escasseavam e os serviços eram inacessíveis, as benzeduras, o fumo das ervas e os saberes populares assumiam o papel de cura e esperança. Um pano de linho branco, uma telha de barro ou uma simples faca tornavam-se ferramentas sagradas, canalizando a força de uma crença profunda, passada de geração em geração.
É com este espírito de preservação cultural que o Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego convida todos a participar em dois momentos únicos, cheios de tradição e alma.” (Rancho Folclórido do Cenytro Beira Mondego – Santo Varão).

Medalha de mérito concelhio entregue a Rosa Pacheco

Nas palavras do senhor Presidente da Assembleia Municipal de Montemor-o-Velho, valorizar o que é nosso é valorizar o território, mas é sobretudo valorizar as pessoas que nele habitam e que a ele se dedicam de corpo e alma. A nossa conterrânea Rosa Maria Pacheco Simões, que recentemente foi distinguida e reconhecida com a medalha de mérito social e cultural do concelho de Montemor-o-Velho, é uma dessas pessoas.

Desde sempre se dedicou ao desenvolvimento do associativismo e à promoção do desporto e da cultura em Santo Varão. Participou em teatros e ranchos infantis, foi atriz teatral, jogadora e dirigente futebolística, fez parte do concelho pastoral da Paróquia de Santo Varão, integrou a Assembleia de Freguesia e foi ainda uma das fundadoras do Rancho Folclórico.

Atualmente, é a Presidente da Direção do Centro Beira Mondego (Sociedade Cultural e Recreativa), pertence à Liga de Amigos e à equipa do Portal de Santo Varão na Internet. Foi uma das principais impulsionadoras das novas instalações do CBM e tem vindo a dar um contributo decisivo na divulgação das tradições etnográficas do Baixo Mondego através do apoio à realização de festivais de dimensão nacional e internacional.

Com a sua ação tem contribuído para uma aldeia mais resiliente, mais dinâmica, mais sustentável, mais ativa e mais feliz.

É com imensa satisfação e orgulho que a equipa do Portal de Santo Varão endereça as maiores felicitações à sua colaboradora Rosa Pacheco!

Festival de Folclore

Realizou-se no passado sábado, dia 1 de julho. mais um festival de folclore, organizado pelo Rancho Folclórico de CBM.

Como vem sendo habitual, marcaram presença vários grupos. Além do anfitrião,  pudemos assistir a exibições do Rancho Folclórico de Montemor-o-Novo,  Rancho da fajarda ( Coruche) e Rancho de S. joão de Nogueira (Braga)

Tendo como tema ” O Comboio”, foi feita, durante a sessão de boas vindas, uma explanação acerca do papel relevante que este meio de transporte desempenhou na vida de todos os santovaronenses, assim como uma encenação, no decurso do  festival, relembrando a azáfama de quem esperava na estação pela chegada do referido transporte, noutros tempos que não os actuais. Não faltou o chefe da estação e seu assessor, bem como a guarda da passagem de nível que, munida de uma importante peça, a corneta, dava ordem de marcha…

Noite bastante agradável, com uma temperatura amena e em clima de festa.

Pelo trabalho realizado, está de parabéns o Rancho Folclórico do CBM.

“DAS CINZAS À PAIXÃO”

No 18 de Março, pelas 21:30 horas, na Igreja matriz de Santo Varão, o Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego leva a efeito um espetáculo sobre a temática dos rituais da quaresma.
Neste evento vão participar mais dos grupos, o Rancho Folclórico de Escalos de Cima (Castelo Branco) e o Grupo de Canto das almas da paróquia São João Baptista (Seixo, Montemor-o-Velho). Nas palavras de Pedro dos Santos, são “três grupos, três formas diferentes de viver e expor uma época.”
ENTRADA GRATUITA!

Em defesa do património

Se a pandemia que vivemos tem paralisado um grande número de colectividades, com destaque especial para as de cariz cultural, o mesmo não acontece com o Rancho Folclórico de Centro Beira Mondego que tem vindo a realizar um trabalho valioso em termos de preservação dos usos, costumes e tradições, os quais se têm vindo a perder ao longo dos anos.
Destaca-se, desta vez, a recriação da Romaria à Senhora da Saúde, da autoria do coordenador do rancho, Pedro Santos.


“Senhora da Saúde – Belide”, 5 de Agosto de 1908

A Encarnação e a Conceição irmãs, ambas ergueram-se cedo, mais cedo que o habitual. Hoje não foram ganhar o dia fora mas também não fizeram folguedo.
O pai, pequeno lavrador, disse-lhes no domingo último:
– Pois ó cachopas quarta-feira é a Sra das Neves, que vocês deste tempo prantaram o nome de Sra da Saúde. Se vocês que são as mais velhas quiserem ir eu não vos retiro. Mas também não vou com vocês. Mas não vão logo de manhã, vão só depois pra tarde.
– Pois sim Sr meu pai! Vamos pois e temos cautela. Ajuntamo-nos às outras que lá andam e vimos todas juntas.
– Pois! Mas também não é pra virem a altas horas da noute. Vocês tenham respeito.
– Sim senhora! A gente porta-se bem, com as primeiras a tornar a gente vem também.
Pois hoje, já ataram, carregaram e botaram na choupana no sarrado uma carrada de ponta de milho da terra dos serrados loureiros e á tapada foram buscar dois valentes feixes de erva p’rás vacas terem pasto. Encheram as pias com água fresca acartada da fonte do povo de mergulho.
Já bem trabalhadas, fizeram os cerca de oito quilómetros pelo calor com as chinelas na mão para as pouparem. Calhou bem, que assim os touros estavam à sesta no Rio Mondego e assim o monte está livre. E mais á vontade foram.
Chegaram era hora da sesta e o povo começava a juntar-se para assistir aos ofícios da Festa e ao Sermão, a igreja é pequena e elas já estavam com ela fisgada.
Com uns Reis que levavam, foram ver dos melões. “Ora vir à Sra da Saúde e não comer um melão. Assim será! Miséria a nossa…”
O povo estava calmo, pouco pó na rua, o calor era tanto, nem uma brisa, só algum alarido das mães com os anjinhos, seus filhos prometidos de anjos na procissão da Senhora. Birras e cansaço das crianças….. Compraram o melão e voltaram para trás ali perto do Pinheiro Manso, antes das Palmeiras do lagar.
Longe da confusão do Povo e das moscas dos gado. Os gandarezes trouxeram as éguas enfeitadas, as carroças dos burros, mulas e vacas engalanadas com colchas de seda.
Assim retiradas comeram o melão na sombra da oliveira ainda fizeram uma sesta e foram assistir à procissão desejosas que o toque se junte após a recolha da procissão e haja uma pandega, um baile… Que elas não vão voltar logo com os primeiros.
Trabalho há todos os dias, agora Sra da Saúde é uma vez no ano. Este ano foi assim, para o ano não sabem se podem tornar.”
Este ano, 2020 nada pode haver e a tradição já não é igual, os hábitos são outros.
Mas assim como a Conceição e a Encarnação foram muitas e muitos noutros tempos. No tempo em que o mundo girava ao jeito do Calendário Agrícola e do Calendário Litúrgico.
Fica desta forma a nossa lembrança a este dia.”

XXI Festival Nacional de Folclore/ Santo Varão

A identidade de um povo firma-se na memória colectiva que, passando de geração em geração, acaba por consolidar essa mesma marca identitária. Quando isso não acontece, deixa-se de ter referências e o sentimento de pertença a uma comunidade vai-se diluindo com o tempo até desaparecer por completo. É todo um património que se perde, muitas vezes de forma irreparável.

Daí, a importância de preservar as referidas marcas, quer conservando-as, quer “desenterrando-as” no caso da sua perda iminente, através de um trabalho aturado de pesquisa de fontes escritas ou orais ainda disponíveis.

E tem sido esse o trabalho que o Rancho Folclórico do Centro Beira Mondego vem desenvolvendo ao longo da sua já longa existência, possibilitando assim manter vivas as tradições, usos e costumes da comunidade santovaronense, consolidando assim a identidade local e por inerência a de todo o Baixo Mondego, onde estamos inseridos.

Por tudo isto, vale a pena assistir, no próximo sábado, dia 6 de Julho, a mais um festival etnográfico e nacional, que irá decorrer no adro da Igreja Matriz de Santo Varão.